De acordo com Fabiano Tito Rosa, o pecuarista que hoje tem o ciclo todo (cria, recria e engorda) pode se organizar para administrar custos e dispor de toda a estrutura a fim de terminar seu próprio animal, sem ter que desembolsar a mais pelo boi magro. Isso inclue, especialmente daqui para frente, bons pastos para suportar lotação de animais e alternativas para alimentar no período da seca, usando resíduos disponíveis na sua região.
Para os confinamentos, que iniciam em breve, o custo, segundo Fabiano Rosa, deve refletir na redução do número de animais fechados. Apenas os pecuaristas que têm capital de giro para bancar insumos e a compra do boi magro, o item de maior custo de produção do confinamento (cerca de 70%), deverão apostar na atividade. ''O pecuarista que tem caixa para suportar este custo se planeja para comprar bem o animal de terminação,'' admite Rosa.
Daqui para frente, quem compra bezerros para recria sabe que terá um manejo com esse animais de pelo menos dois a três meses. Os custos deste manejo podem ser compensados na venda do boi magro no melhor momento. ''Tudo é questão de uma boa visão de mercado e para isso ele (o pecuarista) terá que se manter sempre informado.''
Para a cria, que pode ser considerada uma das etapas de maior custo na pecuária, há expectativa de uma fase complicada. O pecuarista que faz a cria tem que investir em manejo alimentar, sanitário e ter estrutura para manter as vacas em bom estado de saúde. Não há como se desfazer desses animais, reduzindo lotação na seca, por exemplo. O retorno para estes investimentos na fase, então, dependem da boa remuneração.

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