O Inmet vai oferecer aos usuários, por meio do site www.inmet.gov.br, informações sobre as áreas de risco de queimadas em todo o País, com boletins atualizados a cada 12 horas. O sistema integra as ‘‘Alternativas para a Prática das Queimadas na Agricultura’’, coordenadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
Na pecuária brasileira é comum usar queimadas, principalmente na região dos Cerrados e na Amazônia Legal, para renovar ou recuperar as áreas de pastoreio, eliminar pragas e plantas daninhas e ainda para agregar nutrientes ao solo, oriundos do material vegetal queimado.
À primeira vista, a pastagem rebrotada surge com mais força e melhor aparência do que a anterior. Mas, ao longo dos anos, essa prática provoca a degradação físico-química do solo e traz enormes prejuízos ao meio ambiente. Em pastagens cultivadas, a queima pode, inclusive, eliminar as forrageiras leguminosas.
O fogo pode ser substituído, com vantagens, pelo uso de tecnologias alternativas propostas pela Embrapa. Com a tecnologia certa, o produtor melhora o consumo da matéria seca disponível nas pastagens, estendendo sua utilização até o período crítico, evitando, assim, o risco de queimadas.
Misturar uréia pecuária ao sal mineral é uma boa solução. Para que essa tecnologia dê resultado, é fundamental dispor de pastagens com muita forragem, ou seja, bastante pasto seco. Ela é simples e de baixo custo. A mistura da uréia pecuária ao sal mineral fornece a proteína necessária ao animal (que ele não encontra na pastagem seca, cujo teor protéico é baixo) e ainda estimula o gado a aumentar o consumo de forragem.
Com esse manejo, os animais podem ter ganho de peso. Além disso, se eles consomem maior quantidade de forragem na estação seca, menos ficará de sobra, e o pasto não mais precisará ser queimado para eliminar o excesso de material morto.
O produtor deve começar a misturar uréia ao sal mineral quando o pasto florescer e começar a secar, e antes que os animais comecem a perder peso. A proporção correta é a seguinte: Primeira semana: misture 9kg de sal mineral com 1 kg de uréia pecuária; Segunda semana: misture 8 kg de sal mineral e 2 kg de uréia pecuária; Terceira semana: 7 kg de sal mineral e 3 kg de uréia pecuária; Quarta semana: 6 kg de sal mineral e 4 kg de uréia pecuária.
É importante observar que, se consumida em excesso, a uréia pecuária torna-se tóxica para os animais. Outros detalhes: a mistura deve ser fornecida sem interrupção aos animais, até o início das chuvas, e a uréia não deve ficar molhada no cocho, senão pode intoxicar o gado.
Existe ainda a mistura múltipla, que é um suplemento alimentar para gado bovino, composto pela mistura de sal mineral com ingredientes que servem como fonte de energia (milho), fonte de proteína natural (farelo de soja) e fonte de nitrogênio não protéico (uréia). Para usar essa tecnologia, é necessário dispor de bastante pasto seco. Ela é mais completa do que a tecnologia da uréia, pois busca atender mais plenamente as exigências nutricionais dos animais. O ganho de peso obtido, com base na experiência de produtores do Cerrado, dá um retorno de até R$24,00 por hectare em 120 dias.

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