Na Fazenda Antares, de Londrina, os proprietários sentiram de perto o problema das toxinas. Mesmo tendo um rebanho leiteiro dos mais organizados, o veterinário e responsável pela produção, Guilherme Kniebel, conta que durante o verão a propriedade enfrentou sérios problemas reprodutivos no rebanho leiteiro. Pela infertilidade de um percentual de vacas constatou-se a presença de uma micotoxina conhecida como ‘‘zea’’, na silagem.
A justificativa, segundo Kniebel, pode estar na produção milho, usado para confecção do alimento. A colheita foi feita em clima de alta umidade e temperatura, com muita chuva, o que pode ter contribuído para a instalação do fungo que libera toxinas no milho. Kniebel acredita que o clima contribuiu para a proliferação do fungo fusarium.
‘‘Depois de descartados outros fatores que poderiam afetar o sistema reprodutivo das vacas, chegou-se na alimentação. Houve uma grande quantidade de vacas, ‘repetidoras de cio’, necessitando serem inseminadas de três, quatro e até mais vezes para emprenhar.’’
Kniebel vai testar o produto microton para inativar a toxina presente na silagem. O manejo será adicionar 30 gramas do produto/por cabeça na dieta diária das vacas, numa tentativa de impedir os efeitos que ela causa na parte reprodutiva dos animais.
Kniebel alerta que as toxinas representam mais um problema e que está ‘‘aflorando agora porque foram retirados outros problemas que eram mais graves.’’ No caso da criação da fazenda, a presença da toxina na silagem representou um atraso na prenhez de algumas vacas e ‘‘por certo a perda de alguns milhares de litros de leite que elas deveriam produzir se tivessem emprenhado na primeira inseminação.’’ (C.B.)

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