Cristina Côrtes
De Londrina
Por que hoje está tão difícil ganhar dinheiro na atividade agropecuária? Esta pergunta norteou as integrantes da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina para a escolha do tema da palestra/debate que é organizada todo ano pela entidade, durante a Exposição Agropecuária e Industrial de Lodrina e que este ano será realizada no dia 13 de abril, a paartir das 14h, na Casa do Criador.
‘‘Queda da Renda na Atividade Rural – Causas e Perspectivas’’ é o título do encontro, que reunirá cinco palestrantes: José Aroldo Galassini, presidente da Coamo, falará sobre o tema ‘‘Desafio da Agricultura Brasileira’’; Gilmam Viana Rodrigues, coordenador do Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais, abordará o ‘‘Panorama Atual da Economia Globalizada’’; Antônio Leonel Poloni, Secretario de Agricultura do Paraná, falará sobre ‘‘Competitividade: Qualidade, Sanidade e Tecnologia’’; Derli Dossa, pesquisador da Embrapa, apresentará ‘‘Administração Rural, um Insumo Escasso’’, e Francisco Sérgio Turra, ex-ministro da Agricultura, abordará ‘‘Perspectivas do Agronegócio para a Próxima Década’’. Além dos palestrantes, participarão como debatedores Brazílio de Araújo Neto, Edison Ponti e Décio Luiz Gazzoni.
CausasPara a coordenadora da Comissão de Agropecuária da Associação, Therezinha Soares Santos, que está organizando o encontro, há algum tempo os produtores estão sentindo a cada ano que passa a queda na rentabilidade da atividade rural. ‘‘As orientações dos especialistas nos dizem que é preciso investir em tecnologia, ser mais competitivos, melhorar a qualidade. Mas como fazer tudo isso sem capital ?’’, questiona Therezinha.
Para a presidente da Associação, Maria Aparecida Ferreira Jabur, que também é pecuarista, mesmo fazendo investimento ‘‘não estamos vendo bom retorno na atividade, como tínhamos antes’’. Na avaliação das pecuaristas integrantes da associação de mulheres, a realidade mudou muito nos últimos anos. ‘‘O produtor hoje tem que entender e acompanhar muitos assuntos, e nem sempre está preparado para isso’’, diz Therezinha.
‘‘A globalização colocou nosso produtor para competir com produtores do mundo todo, de maneira desigual, porque lá fora existem subsídios e barreiras comerciais que dificultam a entrada dos nossos produtos’’, comenta Cida Jabur.
Mesmo identificando as causas, grande parte dos produtores ainda tem dificuldade para tomar a decisão certa.
Todo mundo está discutindo a diversificação na atividades. ‘‘Em nossa propriedade já explorávamos café, grãos e pecuária, e agora estamos tentando aproveitar a estrutura que temos para o turismo rural. Mesmo assim, a situação é preocupante’’, comenta Therezinha.
No ano passado o tema escolhido para o debate durante a Exposição foi ‘‘Alimentos Transgênicos’’, questão que estava no auge das discussões sobre o posicionamento que o Brasil teria para definir a liberação. ‘‘A Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina tem procurado sempre promover encontros para discutir temas atuais e bem pertinentes a atividade agropecuária, e sentimos em nossas conversas com várias lideranças e produtores, que o problema renda é o mais angustiante’’, comenta Cida Jabur.
A entidade londrinense é filiada à Federação Nacional e Internacional de Mulheres de Negócios e Profissoionais.

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