Apesar de o Brasil ter um plantel misto, com exemplares das raças mangalarga marchador, crioulo, campolina, árabe e puro sangue inglês, o destaque fica por conta dos cavalos quarto de milha.
  Primeira raça a ser desenvolvida na América, os animais que a originaram nasceram nos Estados Unidos, frutos do cruzamento de cavalos trazidos da Arábia e Turquia com éguas vindas da Inglaterra, por volta de 1600. Os exemplares eram compactos e de músculos fortes, capazes de correr distâncias curtas mais rapidamente que qualquer outra raça. A raça especializou-se no trabalho com o gado, principal função exercida hoje no mercado brasileiro.
  Nos finais de semana, os colonizadores promoviam corridas com distância de um quarto de milha, cerca de 400 metros no sistema brasileiro de medidas. Foi dai que surgiu o nome do cavalo, que representa 58% dos eqüinos de todo o mundo.
  No Brasil, existem 400 mil cavalos quarto de milha registrados e mais de 1 milhão sem registro. Segundo Antonio Carlos Lopes, cerca de 450 mil pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente com a raça, que ganha em volume graças a sua versatilidade. ‘‘Existem linhagens de trabalho, conformação e corrida’’, elenca. (M.G.)

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