O custo de produção dos superprecoces produzidos na fazenda experimental da Unesp de Botucatu (SP) engloba a compra do bezerro desmamado, numa média de R$ 280/300. A seguir, no confinamento, há uma média de investimento de R$ 290/300 por cabeça. Ao final do confinamento o animal é vendido a R$ 800. ‘‘A diferença entre os gastos e a venda é o lucro do sistema. É lucro certo. Quanto mais tempo o animal ficar confinado, mais caro será seu custo.’’ avisa Antônio Silveira, o responsável pelo programa de superprecoces.
No confinamento, segundo Silveira, a alimentação básica é feita com uso de grãos de cereais processados que formam o concentrado; e grão úmido ensilado é o volumoso. É feito também o fornecimento de caroço de algodão, um núcleo mineral, vitaminas e aditivos. A proteína bruta da alimentação fica entre 16% e 17%. A conversão alimentar, avisa Silveira, tem sido de 5 a 5.1 kg de matéria seca para um quilo de carne ganho/dia. O segredo para o sistema de produção do superprecoce, segundo o professor Antonio Silveira, está na escolha das raças para o cruzamento e na alimentação bem feita dos animais.

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