Está faltando semente de feijão e no varejo o produto está muito caro. Para o pesquisador Lollato, do Iapar, "falta pique" na produção de sementes. Ele desmistifica que semente de feijão não tem comércio

O Estado do Paraná vem produzindo ao longo dos últimos cinco anos, entre 80 mil e 120 mil sacas de sementes fiscalizadas e certificadas de feijão por ano. Esta oferta de sementes atende mais ou menos entre 10 e 12% das necessidades do Estado. Mas na última safra esta produção caiu para 35 a 40 mil sacas aproximadamente, devido à estiagem. Parte desta semente já foi comercializada, parte está sendo comercializada agora.

Os números dão um indicativo bem claro de que vai faltar sementes. A procura é grande e não há possibilidade de importar de outros Estados porque Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo também sofrera frustrações. O Norte de São Paulo tem uma boa produção irrigada durante o inverno, mas, mesmo assim, mal conseguirá atender sua própria demanda.

A saída para os produtores paranaenses, diante deste quadro, será a de plantar grãos comuns. Os que guardaram não terão muita dificuldade e os que não guardaram vão ter que comprar feijão na feira ou nos armazéns e transformá-lo em "sementes". Os que fizeram uma catação manual, escolhendo os melhores grãos, terão maior probabilidade de conseguir uma germinação e lavouras melhores.

Imagem ilustrativa da imagem Quando falta feijão, todos brigam
| Foto: Gustavo Carneiro/Reprodução

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