Quando a tecnologia funciona, pago com gosto

Com uma propriedade de 500 hectares em Campo Mourão, o produtor de grãos, Aldo Hanel, sabe a importância de conhecer novas tecnologias safra após safra. Sempre procurado pelas multinacionais do setor para testes de novas variedades, ele não titubeia em ceder áreas para avaliar as cultivares. Estratégia que tem dado certo até aqui.
Aldo foi um dos primeiros do País a testar a Intacta, da Monsanto, alguns anos atrás. Ele também faz análises recorrentes das tecnologias da TMG, Bayer, Nidera, entre outras. Hanel, inclusive, diz que está aberto para testar a Intacta2 a partir de 2019. "Em relação à Intacta (tecnologia anterior), acompanhei desde o início e achei espetacular. Deu um diferencial bom nos resultados, apesar de achar que os custos ainda são altos. Por outro lado, digo que quando a tecnologia funciona, eu pago com gosto."
Uma das principais vantagens de transformar a propriedade num laboratório a céu aberto, segundo o produtor, é que quando se chega em feiras como a Show Rural, "já é possível ter uma base do que será lançado e com resultados (in loco)." Para esta safra, a expectativa é de boa colheita na propriedade Hanel. No período 2016/17, a média fechou em 172 sacas por alqueire, com talhões ultrapassando 200 sacas por alqueire. Os principais problemas na safra atual em sua lavoura foram com lagartas, percevejos e a ferrugem, exigindo de três a quatro aplicações de fungicida. "Choveu muito e ainda não sabemos quanto isso foi bom e ruim para a lavoura."
A maior reclamação do sojicultor para as safras atuais está ligada aos custos de produção, que têm aumentado significativamente. Hanel cita valores, além da tecnologia das sementes, com insumos e defensivos. "Há três ou quatro anos, estávamos vendendo a saca de soja a R$ 70 a R$ 80, e agora estamos vendendo a R$ 60. Por outro lado o custo disparou. Por isso eu considero um momento de ir mais devagar em investimentos. Daqui quatro ou cinco anos, podemos estar colhendo 200 a 300 sacas por alqueire. Mas eu me lembro que antes colhíamos 80 sacas por alqueire, e sobrava mais dinheiro." (V.L.)





