Trabalhar em qualquer ramo do agronegócio sem estar qualificado e tecnificado se tornou missão complicada num mercado extremamente competitivo. Na suinocultura não é diferente e o cenário amador fez com que muitas granjas – principalmente na região Norte do Estado – fossem desativadas ao longo dos últimos anos.
Quem atualmente comercializa esse tipo de animal sabe das exigências dos frigoríficos e do consumidor final, investindo em alimentação, sanidade, tecnologia e genética. Há 40 anos no mercado, o suinocultor de Arapongas Nelson Guidoni, proprietário da Granja Peru, é exemplo de que o trabalho sério traz resultados, mesmo com as oscilações do segmento e dos preços nos últimos anos.
Guidoni atua em todas as áreas da cadeia, tanto na produção de matrizes (melhoramento genético) como também a comercialização direta para abate. Hoje, o produtor conta com 500 matrizes em sua granja e comercializa em torno de 180 animais por semana, entre reprodutores e terminados. "Já fechamos 2013 de forma muito positiva, com preços ótimos. Agora, o milho voltou a subir um pouco, mas o mercado continua positivo e estabilizado", relata ele.
Apesar da estabilidade momentânea, o suinocultor acredita que os preços vão subir ainda mais, "devido ao consumo durante à Copa do Mundo e também ao bom momento para quem exporta o produto".
Apesar da suinocultura não ser forte na região – com a diminuição significativa das granjas na última década – Guidoni acredita que é possível lucrar com a atividade se o produtor se atentar a algumas condições, como possuir boas matrizes e mão de obra capacitada. "Hoje conto com oito funcionários diretos. A suinocultura é uma atividade em que os detalhes são muito importantes, por isso é fundamental que o manejo da granja seja impecável", complementa.
Na Granja Peru, um animal ganha, em média, 600 a 700 gramas por dia e em 140 dias está pronto para o abate. Na área de sanidade, o produtor está sempre atento à prevenção de doenças, realizando a higiene dos animais diariamente, dando as vacinas adequadas, além do manejo na maternidade, com o intuito de evitar infecções.
"Hoje estou comercializando o quilo do animal a R$ 3,50, acima do preço médio do mercado, mas entregando os animais para o cliente. Como trabalho certinho, consigo vender muito bem também os reprodutores, inclusive para outros estados, como Pará, Maranhão, Tocantins, Santa Catarina e Rio Grande do Sul", finaliza ele. (V.L.)

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