Nos tempos antigos da agricultura, operar um trator ou qualquer outro equipamento agrícola exigia experiência do operador, que era adquirida ao longo dos anos com diversas tentativas e erros até que se atingisse um grau de conhecimento sobre a máquina. Hoje, as empresas realizam treinamentos de qualificação com os clientes antes que, de fato, as máquinas comecem a trabalhar na lavoura.
Capacitação, que aliada com toda a tecnologia dos maquinários, faz com que a manutenção não seja algo tão complexo, mas que necessita de atenção. Na Horizon, concessionária da John Deere em Londrina, por exemplo, as ordens de serviço no campo reduziram em torno de 95% depois que a marca desenvolveu um programa de treinamento para os operadores, qualificando-os para as novas tecnologias.
O gerente de serviços da Horizon, Heleotério de Moraes, explica que a maioria das manutenções ocorre não devido à quebra de peças, mas pela falta de regulagem do maquinário. "O equipamento não está regulado e o operador acha que é, por exemplo, um sensor queimado ou algo do tipo. Sem regulagem adequada, o produto não tem a performance correta e, ao longo do tempo, vai verdadeiramente danificando e até prejudicando o serviço no campo. Aí está a importância do treinamento. Se operador conhece o maquinário, muitas vezes apenas uma regulagem será suficiente para resolver o problema", salienta.
Ele cita, por exemplo, as colheitadeiras, que possuem pontos de lubrificação rotineiros. "Muitas vezes, isso passa despercebido ou o produtor compra um óleo que não tem as especificações adequadas, no mercado paralelo, e isso acaba condenando os componentes. É algo simples, mas que precisa de atenção. Há também regulagens durante a colheita, como o tensionamento de correia e ajustes de corrente. Hoje, toda a parte eletrônica que as máquinas oferecem acaba substituindo a prática de operá-las. Mas é preciso conhecimento sobre o equipamento", finaliza o especialista.

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