Qualidades nutricionais incentivam consumo
O plantio de girassol tem se difundido muito, especialmente no Centro-Oeste do País - Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Rio Grande do Sul e Paraná. Nestes locais, a cultura vem se consolidando como uma alternativa econômica para os agricultores.
Dados levantados pela Embrapa junto aos produtores de sementes, mostram que na safra passada foram cultivados em torno de 100 mil hectares. Contudo, a estiagem desse ano atrapalhou a expansão da cultura nas principais regiões ''girassoleiras'' do país.
Apesar da produção nacional, cerca de 80% do óleo de girassol envasado no Brasil ainda é importado, especialmente da Argentina. Para o pesquisador César de Castro, da Embrapa, a necessidade do produto para atender a demanda interna confirma as boas perspectivas de expansão do mercado.
As qualidades do óleo de girassol na prevenção das doenças cardiovasculares, segundo o pesquisador, é mais um motivo para impulsionar o consumo do produto. No mercado internacional é o quarto óleo mais consumido no mundo, depois dos de soja, palma (dendê) e canola.
Entre as principais qualidades do óleo de girassol, Castro destaca suas características nutricionais e funcionais, como a alta relação de ácidos graxos poliinsaturados (65%) e saturados (11%), em média. O teor de poliinsaturados é constituído, em sua quase totalidade, pelo ácido linoléico. O produto tem apenas 11% de gordura saturada, índice também considerado baixo quando comparado com o óleo de soja (15%), a margarina (18%) e a manteiga (66%). Nessa classificação o óleo do girassol perde apenas para os 6% do óleo de canola.
Segundo o pesquisador da Embrapa, a cultura do girassol tem também despertado interesse entre os produtores brasileiros por ser uma cultura competitiva, em termos de preço e custo de produção e devido à valorização do produto no mercado. Isso ocorre também por causa do número crescente de indústrias que estão investindo em óleos especiais e pela possibilidade de uso do girassol como biodiesel.
O girassol ainda tem ganhado espaço na alimentação animal, de aves, suínos, equinos e bovinos (farelo, grãos ou silagem com excelente teor de proteína bruta). A farinha e os concentrados protéicos de girassol estão sendo usados na indústria alimentícia, sob a forma de biscoitos, sopas, massas, mingaus, doces e temperos. Outro uso que tem despertado grande interesse na população são os girassóis ornamentais. ''Embrapa vem desenvolvendo girassóis coloridos para atender a demanda das floriculturas'', informa Castro.





