Um grupo de produtores de leite de Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, também está investindo na organização das propriedades, para conseguir produção em escala com a implantação do programa ‘‘De Olho na Qualidade Rural’’, com apoio do Sebrae e Senar. O programa inclui outras atividades na propriedade, além da produção leiteira. Os produtores fazem parte da Associação Regional de Produtores de Gado Registrado.
Segundo o presidente da entidade, Itamar Dall’Agnol, o programa deverá mudar a postura do setor a médio e longo prazos. ‘‘Ainda que de início o programa promova melhorias na propriedade, no que se refere à organização e higiene, o resultado final deverá refletir num setor mais competitivo, produzindo em escala a ponto de vencer as dificuldades impostas pelo baixo preço de mercado’’.
Ele cita o caso de pesquisas de mercado, apontando um preço de custo médio de R$0,23 o litro do leite, enquanto o produtor da região recebe apenas R$0,20 por litro. ‘‘A alternativa aos baixos preços é otimizar a gestão de nossos negócios na propriedade, para reduzir custos, melhorar a qualidade e a produtividade e, a partir daí, brigar pela valorização de nossos produtos.’’
A associção tem 400 produtores, mas somente 18 estão participando do programa de qualidade. Juntos eles prodzem em média 12 mil litros de leite/dia. Além dos produtores participam efetivamente do projeto empregados, caseiros e suas famílias. ‘‘O projeto vê a propriedade como um todo’’, afirma o agrônomo Valdemir Bellé, da cooperativa local (Coopagril), e instrutor do Sebrae e Senar para o projeto.
A implantação do programa de qualidade tem prazo de 11 meses. Só depois desse primeiro grupo estruturado, novos produtores estarão iniciando o projeto. A primeira parte do projeto, segundo o agrônomo, tem o nome de ‘‘descarte’’. ‘‘A idéia é tirar da propriedade tudo aquilo que não serve e está ocupando espaço.’’ Depois são implantadas as etapas de organização, limpeza e higiene em todos os cantos da propriedade.
Durante a implantação do programa, o produtor recebe cinco visitas do agrônomo. Ao final da implantação cada propriedade, considerada empresa rural, receberá no mínimo sete horas e meia de orientação individual para melhorar os serviços realizados.(C.B.)

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