Qualidade e constância fazem a diferença
Verduras com qualidade e reposição constante nos supermercados é uma prática adotada também pelo produtor José Grassi, 46 anos. Ele cultiva um alqueire de couve-manteiga, numa propriedade na Usina Três Bocas (zona sul de Londrina). A única variedade com que trabalha foi escolhida, segundo ele, por ser mais macia e saborosa, e assim, com venda certa. Garantia de produto com qualidade e a manutenção da reposição também são prioridades para Grassi. Isso, lhe concedeu também exclusividade de entrega em três supermercados da cidade.
O produtor de couves conta que durante a semana ele abastece os mercados apenas uma vez no dia, mas nas quintas-feiras, quando ocorrem as tradicionais ofertas de verduras, a reposição ocorre até três vezes. ''Tudo depende da demanda'', explica. Ele também entra como parceiro da loja na promoção entregando os maços de couve a preços mais baixos. As perdas com folhas murchas, amassadas ou rasgadas ficam por conta de Grassi. Mas ele não reclama, diz que faz parte do negócio e garante que ''dá lucro''. ''O suficiente para sobreviver com tranquilidade'', completa em seguida.
Ele está na função há seis anos, e diz que para manter o produto presente nas bancas o ano todo, faz o plantio escalonado. O período do verão é o pior deles além de exigir mais cuidados que elevam o custo de produção. ''É preciso adubação especial e mais irrigação para que as plantas suportem o calor'', informa Grassi. Já nos períodos do outono, inverno e primavera, quando o clima é mais fresco, a produção é mais fácil. Entretanto, a oscilação de preços é grande. Sobre as intempéries, Grassi diz que só ''chuva de pedra'' atrapalha a produção da horta. As geadas não matam a plantação mas interferem na qualidade das folhas da couve deixando-as amareladas. Apesar da satisfação, Grassi, não esconde que bons produtos exigem ''o olho do dono'' constantemente. ''A gente faz de tudo para ter sempre coisa boa. Mercadoria fraca não se vende'', resume.





