Qualidade do leite
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sexta-feira, 05 de agosto de 2005
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
A preocupação com o gerenciamento das propriedades cooperadas para a produção de um leite de qualidade rendeu à Frimesa o título de maior indústria de laticínios do Paraná. Hoje, a cooperativa, com sede em Medianeira (58 km ao norte de Foz do Iguaçu), tem capacidade para processar mais de 195 mil toneladas de produtos por ano, sendo os queijos sua principal fonte de renda.
O projeto batizado de Qualidade do Leite Frimesa teve início em 1994, com a capacitação dos produtores para o recolhimento de leite a granel com resfriamento na própria propriedade. ''Para remunerar os produtores pelos investimentos na qualidade do leite, a cooperativa implantou, em 1998, um sistema de pagamento diferenciado do mercado'', afirma o diretor executivo Elias José Zydek.
Hoje, a cooperativa conta com 7 mil associados, que produzem cerca 130 litros de leite por dia. A preocupação com a sanidade animal, com a higiene de produção e com os componentes físicos do leite garante ao produtor um preço 2,5% superior ao praticado pelo mercado, segundo Zydec. ''O preço força o produtor a produzir com qualidade e hoje, todo o nosso leite é considerado padrão'', garante. Para o diretor, apesar de desembolsar mais pela matéria-prima, a cooperativa recupera o capital investido em mais de 2,5% graças à qualidade dos produtos.
Investimentos em melhoramento genético com fornecimento de novilhas e capacitação dos produtores para a realização de inseminações artificiais e uso correto de pesticidas foram as ações seguintes do projeto. ''Dessa forma produzimos um leite livre de resíduos'', complementa.
Os trabalhos vão além do campo, que conta com uma equipe de 32 profissionais entre veterinários, zootecnistas, agrônomos e técnicos. Na indústria, Zydec cita a implantação de um programa de análise de pontos críticos e de um sistema de gestão pela qualidade. Em 1997, houve ainda a profissionalização da gerência da cooperativa, que passou a ser dividida por áreas de negócio.
As aplicações de recursos em inovação tecnológica começaram em 1997, quando a cooperativa passou a destinar 0,7% do faturamento para a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos. ''O objetivo é a criação de linhas modernas e produtos mais práticos para o consumidor'', assinala o diretor.
O projeto rendeu à cooperativa um dos oito prêmios conferidos este ano pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em parceria com a revista Globo Rural. O prêmio de ''Melhor Cooperativa'' foi conquistado na categoria qualidade e produtividade.


