A vantagem de fazer embutidos e defumados na propriedade não é necessariamente financeira; é uma questão de qualidade de vida no meio rural. A observação é do professor Roberto Silveira Borges, do SENAR/PR, que esta semana ministrou curso sobre defumados e embutidos no CTA da FAEP, em Ibiporã, para famílias de agricultores e empregados.
O produto defumado na propriedade, apesar da qualidade e sanidade, não seria competitivo no mercado, segundo Borges. O que há no comércio são linguiças que contêm outros ingredientes que não a carne pura. Esses ingrediantes são conhecidos como CMS (carne mecanicamente separada) e pts (proteína texturizada de soja), além de toucinho e outros itens que ajudam a reduzir o custo. Não fossem as misturas não seria possível vender linguiças a R$ 1,90/kg se o preço do porco inteiro é vendido por R$ 1,70/kg. Após desossa, o preço da carcaça vai para R$ 2,40/kg, logo não seria possível vender o produto final aos preços atuais.
O quilo da linguiça de alto padrão, comparada àquela feita em casa com a tecnologia do curso, teria que custar em torno de R$ 7,00/kg. O curso - um dos 500 temas que o SENAR oferece inteiramente de graça, incluindo alojamento e refeições - visa oferecer um alimento de alto padrão em sabor e pureza e de baixo custo para o produtor. Cursos também são ministrados no CTA de Assis Chateaubriand, por instrutores especializados como Borges.

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