As raças zebuínas mais criadas no País são: o nelore, que compõe 90% do rebanho nacional de quase 170 milhões de cabeças, seguido do gir, guzerá, tabapuã, indubrasil e sindi. As informações são do superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antônio Josakian.
Os pecuaristas têm apostado tanto na produção de carne com animais puros dessas raças zebuínas, quanto no cruzamento com animais de origem européia. Em alguns casos fica mais vantajoso fazer o cruzamento, já que a heterose do sangue do zebu com o europeu pode proporcionar 20% a mais nas características e índices de produtividade do animal cruzado.
Em outras situações, a produção de carne com puros, embora tenha taxa de rendimento menor, tem também menor custo de produção. ''Fica a critério de cada pecuarista, dependendo de sistema de produção, capital investido, localização da propriedade, entre outros fatores, analisar com ajuda de um técnico, qual o melhor caminho a seguir para produção de carne,'' avisa Josakian.
O cruzamento tem sido viável para propriedades que ficam próximas aos frigoríficos, que pagam por precocidade e qualidade da carne, e aos grandes centros consumidores. É importante também ter fontes de alimentos acessíveis e mais baratas porque em muitos casos esses animais são terminados em confinamento. Mas hoje há dificuldades de colocar esse tipo de produto no mercado e obter um pagamento diferenciado. A produção de carne com raça pura embora traga níveis de produção menores pode ter maior constância e também menor custo de produção.

mockup