Público urbano x público rural
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de abril de 1997
Cristina Côrtes 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estão mostrando os resultados de seus principais trabalhos durante a 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
Segundo o coordenador da área de Difusão do Iapar, Marcos Valentim Martins, a pesquisa no Paraná não atravessa um bom momento em termos de valorização de seus trabalhos por parte do Governo Estadual e quer aproveitar a Expo97 para sensibilizar a comunidade em geral para os benefícios diretos e indiretos do trabalho dos pesquisadores.
A Embrapa amplia sua particiação este ano. Nos anos anteriores, somente o Centro Nacional de Pesquisa de Soja, localizado em Londrina, esteve presente na exposição. Desta vez outros centros de pesquisa estão representados.
InvasoraO Iapar está atuando em linhas básicas de difusão: uma para o público urbano e outra para o produtor. Para o público urbano é mostrada uma cesta básica de variedades de alimentos pesquisados e desenvolvidos por seus pesquisadores. Para o público rural é feita uma antecipação da agricultura do futuro, com destaque para a informatização e a biotecnologia.
Durante a feira será lançada uma publicação sobre a nova planta invasora que mais preocupa no momento: o amarelinho, ou falso ipê amarelo, que está ganhando espaço nas áreas rurais e urbanas.
Segundo o pesquisador Walter Kranz o alerta foi feito, no final do ano passado, às autoridades estaduais ligadas à agricultura, mas até agora nenhuma medida foi tomada para deter o avanço dessa praga. A situação é preocupante, e deve se agravar em pouco tempo caso não seja desenvolvida uma campanha de conscientização dos produtores e do público urbano.
Esta planta é originária do México e foi espalhada pelo mundo todo como planta ornamental, por sua beleza. Mas, segundo o pesquisador, as pessoas desconhecem os efeitos negativos ela pode ter no campo e também na jardinagem no paisagismo.
De Norte a SulDez centros de pesquisa da Embrapa participam da Expo97 e estarão expondo suas tecnologias num estande de 140 metros quadrados, localizado em frente à sede da Sociedade Rural do Paraná. O público terá acesso aos produtos e serviços desenvolvidos, além de demonstrações técnicas e palestras.
Além do Centro Nacional de Pesquisa de Soja, estão participando este ano a Embrapa-Florestas, sediado em Curitiba; Embrapa-Gado de Leite (Coronel Pacheco-MG); Embrapa-Gado de Corte (Campo Grande-MS); Embrapa-Suínos e Aves (Concórdia-SC); Serviço de Produção de Informação (SPI/Brasília); Embrapa-Arroz e Feijão (Goiânia-GO); Embrapa-Instrumentação Agropecuária (São Carlos/SP); Embrapa-Trigo (Passo Fundo-RS) e da Embrapa-Pecuária-Sul (Bagé-RS).
Hoje o pesquisador Paulo Costa Nobre dá a primeira palestra, apresentando o Programa Embrapa de Melhoramento de Gado de Corte, o Geneplus. Os horários são das 15h às 16h e das 17h às 18h. O programa da Embrapa é destinado ao melhoramento genético animal e sua principal característica é a assessoria aos produtores de gado de corte. Um software desenvolvido pela empresa dá suporte ao Geneplus, o que facilita o gerenciamento de informações sobre o rebanho, viabilizando, assim, o melhoramento genético.
Uma pequena oficina de tecelagem vai ser montada no local, nos dias ll, 12 e 13, quando a pesquisadora Clara Marinelli Silveira Luiz Vaz, da Embrapa-Pecuária Sul falará sobre como os pequenos produtores de ovelhas podem ter uma fonte a mais de renda com a produção de ovelhas.
A Embrapa também vai mostrar o Suíno Embrapa MS 58, considerado como o porco light, porque permite obter até 3% menos de gordura, quando comparado com outros animais.


