Um estudo da professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Campinas, SP), Neura Bragagnolo, mostra que carne suína faz bem à saúde humana e que pode ser incluída em dietas, cardápios de restaurantes, escolas e até hospitais. Ela afirma que o nível de colesterol da carne suína é praticamente igual ao da carne de frango e da carne bovina e, em alguns cortes, sem gordura, o teor é ainda menor.
Por exemplo, o pernil suíno possui 50 mg de colesterol para cada 100 gr de carne, enquanto a carne escura do frango possui 80mg e o coxão duro de bovino 56 mg. Já o toucinho é o menos perigoso com 56 mg de colesterol contra 104 mg da pele de frango. ''Com estes dados desmistificamos que o suíno é um grande vilão da saúde'', comenta a pesquisadora. Além disso, as proteínas da carne suína são mais digestíveis (94%) que o feijão (78%) ou que o trigo integral (86%). Com relação às vitaminas, uma porção de 100gr de carne suína fornece 63% das necessidades diárias de vitamina B1 em homens e 86% em mulheres, fornecendo também boa parte das vitaminas B2 e B3, importantes no crescimento em crianças e no metabolismo, além de redução do risco de doenças coronárias, entre outros benefícios.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), dos 13,1 quilos de carne por habitante consumidos no Brasil, apenas três quilos equivalem à carne fresca. O restante são embutidos, como presuntos, linguiças e salsichas. Além disso, o consumo total do País é considerado baixo se comparado com outras regiões. Cerca de 40% dos humanos consomem este tipo de proteína, segundo a FAO (organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Na Áustria, o consumo é de 73,1 quilos por habitante; na Espanha, 66 quilos; e no Paraguai, 26 quilos por habitante/ano.
''Trabalhamos orientados por consumidores cada vez mais exigentes. A Europa acaba de restringir drasticamente a utilização de antibióticos no processo de criação, ao mesmo tempo em que crescem as considerações sobre conforto animal. A carne suína brasileira alcança 76 países - por si só um demonstrativo de que estamos conseguindo acompanhar os rigorosos padrões estabelecidos pelo mercado internacional'', avalia o presidente da ABCS, Rubens Valentini. (C.P.)

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