A execução das medidas de proteção representam baixo custo, e evitam a perda total dos novos plantios, agregando valor à produção. Se 100% dos produtores adotassem as recomendações do Serviço de Alerta, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a cafeicultura paranaense deixaria de perder aproximadamente R$ 40 milhões por ano.
Esta é a avaliação dos técnicos da Área de Meteorologia do Iapar, feita depois das geadas em julho do ano passado. Estimou-se em 12 mil ha de plantio de cafeeiros com até seis meses de campo durante o inverno de 2000 e apenas 25% das plantas destas áreas foram enterradas.
Mesmo assim, considerando que o custo por ha em plantios adensados com oito a dez mil mudas é de aproximadamente R$ 1.800,00, com estas medidas houve um benefício direto de R$ 5,4 milhões.
Já as áreas de cafeeiros com seis meses até dois anos de plantio, estimada em 11 mil ha, tiveram aproximadamente 50% das plantas protegidas com chegamento de terra no tronco. O prejuízo por ha não protegido foi estimado em R$ 2.000,00 por hectare. Portanto, o benefício direto foi de R$ 11,5 milhões. Somando-se todas as lavouras protegidas, foram evitadas perdas de R$ 16,5 milhões.
O Serviço de Alerta, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), que oferece boletins diários através do telefone (391-4500), tem objetivo de ajudar o produtor a amenizar o problema de geadas, especialmente no caso do café. De acordo com resultados de pesquisa do Iapar o custo para o produtor fazer a proteção não representa mais do que 1% do investimento.
Para a proteção dos viveiros, o indicado é na véspera da geada cobrir a área com lâminas plásticas duplas ou com uma camada espessa de material vegetal (capim, restos culturais). No interior do viveiro, pode-se fazer o aquecimento, distribuindo-se pequenos aquecedores a cada um metro, com mistura de casca de madeira e óleo diesel.
Há indicação de fazer o enterrio total de mudas com terra, usando enxadas manuais. As plantas podem permanecer encobertas por até 10 dias. Após este período, as plantas deverão ser descobertas manualmente, para evitar o corte durante a operação de desenterrio.
O chegamento de terra junto aos troncos é recomendado para lavouras com mais de seis meses de plantio e com até dois anos. Como nestas situações é inviável enterrar totalmente as plantas, pode-se fazer uma amontoa junto aos troncos, até a altura do primeiro par de ramos laterais.
O chegamento de terra evita a ocorrência de canela de geada (dano nos troncos dos cafeeiros) em 100% das plantas. Além disso, caso ocorra uma geada que destrua a parte aérea da planta, a parte soterrada irá brotar e originar uma nova copa, sem necessidade de replantio.
Fonte: Instituto Agronômico do Paraná

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