Encerra-se hoje o 21º Congresso Internacional de Entomologia, iniciado dia 20 no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. Até o final desta tarde, cerca de 4 mil pessoas estarão participando dos últimos simpósios entre 265 previstos para o evento. O Congresso bateu o recorde de público estrangeiro, registrando 80 nacionalidades, e o 9º Encontro Nacional de Fitossanitaristas (evento paralelo) conseguiu reunir 200 técnicos de todo o país, entre fiscais do Ministério da Agricultura e especialistas em plantas.
Além de apresentarem novidades relacionadas ao estudo dos insetos (principalmente o manejo de pragas e parasitas dentro da produção agropecuária), os participantes também discutiram a proteção da biodiversidade, tema atualmente em evidência no Brasil, principalmente depois da Medida Provisória apresentada há duas semanas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, onde foi determinada a elaboração de barreiras para a exploração da fauna e flora do País.
Tânia Mendes Dias, diretora do Departamento Nacional de Defesa e Inspeção Vegetal -órgão ligado ao Ministério da Agricultura sediado em Brasília e responsável pela organização do encontro de fitossanidade-comentou que a realização simultânea dos eventos é proposital, principalmente este ano, cujo tema do congresso internacional é Biodiversidade. Ambos debatem temas ligados ao manejo de pragas nas plantações, proteção da fauna e flora nativas e plantas trangênicas (modificadas geneticamente). ‘‘Podemos intercambiar ações e estratégias que estão sendo realizadas na defesa fitossanitária de cada país. Nosso pessoal, que possui um conhecimento estritamente técnico, têm contato direto com pesquisadores e cientistas que trabalham em projetos de ponta.’’
A participação do engenheiro agrônomo da Embrapa/Soja em Londrina, Décio Luiz Gazzoni, em ambos os congressos é um bom exemplo desta troca de informações. Escolhido para ser o presidente desta edição do congresso internacional, Gazzoni dividiu o tempo entre os cuidados com a organização do evento no Centro de Convenções com algumas palestras no Hotel Internacional, local onde estão reunidos os fitossanitaristas. ‘‘O nosso tema está diretamente ligado ao deles. Além da importância da biodiversidade no sistema natural, ela passou a ter um peso econômico muito forte, principalmente na área de alimentos e remédios. Hoje, temos que pesquisar e principalmente proteger nosso ecossistema da biopirataria e da invasão de organismos estranhos.’’
‘‘Temos uma floresta amazônica gigantesca com riquezas igualmente enormes em alimentos, vida selvagem e produtos medicinais. Aqui mesmo em Foz podemos percorrer este parque e encontrar uma infinidade de princípios ativos que de extrema utilidade ao ser humano’’, comentou Décio Gazzoni, referindo-se ao Parque Nacional do Iguaçu, reserva localizada na região oeste do Paraná e que possui 185 mil hectares de área protegida.

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