Se a palavra de ordem é economizar, o agricultor pode optar pelo planejamento da propriedade por talhões. O planejamento do custo mínimo nessas áreas vai ajudar a economizar com herbicidas e fertilizantes. O controle de plantas daninhas, por exemplo, pode ser planejado dentro da melhor relação produto, dose e preço. ''Num ano como esse, não é necessário aplicar herbicida na área toda ou utilizar o mesmo produto e dose em toda a propriedade'', enfatiza Fernando Adegas, da Emater.
Outra dica é não pensar exclusivamente no controle químico. ''A soja suporta uma competição média com as plantas daninhas. Vamos ter que mudar aquela visão de que a soja tem que estar limpinha, visualmente bonita. Em muitos casos, é possível tranquilamente, fazer o repasse ou a catação mecânica'', explica Adegas. A última dica para acabar com o mato nas lavouras é a tecnologia de aplicação dos produtos: o ideal é fugir das horas quentes, secas e com vento, além é claro, de usar o bico adequado para cada situação.
O item que mais pesa no bolso do sojicultor é custo do fertilizante, por isso a dica é monitorar sempre a fertilidade. Para isso, a melhor ferramenta a se ter em mãos é a análise de solo, que também pode ser feita por talhões, e um histórico de uso da propriedade, considerando a adubação, rotação e sucessão de culturas. A acidez é o termômetro da lavoura. Solos ácidos afetam a disponibilidade de fósforo e de potássio, dois importantes nutrientes para a cultura e aumentam o teor de alumínio, que é prejudicial para a lavoura.
''A análise de solo apresenta um raio-x dos nutrientes. O fósforo e potássio são os principais componentes dos adubos utilizados para a soja e sua utilização deve seguir os resultados das análises de solo bem representativas das áreas'', explica o pesquisador Fábio Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja. A partir desses resultados deve-se usar a formulação e a quantidade apropriada.

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