Propólis, produto de exportação
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sexta-feira, 01 de maio de 1998
Agência Estado 
A criação de abelhas - atividade iniciada como passatempo há 14 anos - transformou-se em negócio lucrativo para a família Lambertucci, de Rio Claro, SP. Com a comercialização e exportação de produtos nutricionais derivados do mel e do própolis, o faturamento anual da empresa chega a R$900 mil. Agora os apicultores planejam atuar na linha de cosméticos e aumentar os rendimentos para R$1 milhão ao ano.
O própolis, por seu valor terapêutico, é o item das exportações que a família Lambertucci faz para os Estados Unidos, Oriente Médio e principalmente para o Japão, que tem grande interesse por essa resina que as abelhas retiram do tronco das árvores para proteger as colméias. No ano passado, a empresa exportou 3,5 toneladas de própolis bruto e 8.600 frascos contendo o extrato líquido dessa substância. De mel puro foram exportados 4 mil quilos por mês, em 1997.
De acordo com a apicultora Joelma Lambertucci, neste ano a meta é aumentar a exportação para 6 toneladas de própolis bruto e 15 mil frascos de extrato, aproveitando a retorno do crescimento no setor. Até o ano passado o ramo estava meio parado, após ter tido um boom entre 1994 e 1995, época em que todo mundo partiu para a apicultura e o mercado ficou abarrotado, diz Joelma.
ComésticosComo farmacêutica bioquímica, sendo responsável pelos produtos apícolas comercializados, Joelma Lambertucci ficou de olho na expansão do negócio e passou a desenvolver fórmulas químicas para uma nova linha industrial: a de cosméticos.
Por enquanto uma empresa terceirizada está fabricando xampus, condicionadores, sabonetes e cremes à base de mel, própolis e pólen. Estes produtos chegarão ao mercado nacional neste mês e também serão exportados para o Japão, após sair o registro dos cosméticos naquele país. Os japoneses são muito rigorosos nesta parte de controle dos produtos, afirmou Joelma.


