''Promessas não cumpridas''
''Estou sobrevivendo com muita dificuldade'', confessa o produtor Ovictor Aldivino Pires, 67 anos. Ele foi um dos vários piscicultores visitados pelos fiscais do Ibama, em 2001. Na época, após ser notificado retirou os tanques-rede da água e está a espera da licença ambiental para retomar a atividade.
Pires, que também já foi pescador, sobrevive do que restou da propriedade de 14 alqueires, que possui em sociedade com dois irmãos. ''Oitenta por cento de nossas terras estão embaixo d'água'', lamenta. Ele recebeu a indenização, mas reclama que na época da inundação foi convencido de que a represa poderia ser uma nova fonte de renda. Até agora tudo não passou de ''promessas não cumpridas''.
Com o auxílio de um dos filhos, Pires investiu R$ 20 mil na compra de 22 tanques-rede. ''Meus filhos foram embora para São Paulo sem ver os resultados do investimento'', conta. Pires mantém uma rotina diária de cuidar da conservação dos tanques que permanecem na margem da represa. ''Tenho fé de voltar a vê-los cheios de tilápias'', idealiza. (C.G.)





