Projetos voltados para clientela
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de maio de 2000
Cristina Côrtes De Londrina 
Para atender as demandas de ciência e tecnologia da cadeia produtiva do frango, um novo projeto Plataforma Avícola CNPq x UBA (União Brasileira de Avicultura), com articulação interdisciplinar e interinstitucional, vinculado aos interesses da clientela, será apresentado a todo o segmento. Em outras palavras queremos reunir as diversas instituições que trabalham com avicultura, especialistas de diferentes áreas, produtores, indústrias e empresários; enfim todos os representantes dos elos da cadeia produtiva, para trabalhar juntos, explica o professor da Universidade Estadual de Londrina e coordenador do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (COESA), Ivens Gomes Guimarães.
A formulação desta nova proposta de ciência e tecnologia avícola para o Estado foi aprovada no início deste mês e será apresentada aos interessados em duas reuniões, agendadas para o dia 30 de maio, em Cascavel, na Associação Comercial e Industrial, e no dia 13 de junho em Londrina, na UEL. Estamos convidando todos que trabalham com avicultura, para apresentar suas propostas e necessidades, para negociar parcerias, comenta Ivens.
OtimizaçãoA proposta será válida para todo o País, e pretende criar uma rede interdisciplinar e interinstitucional de competência e excelência avícola, explica o professor. O objetivo é otimizar os recursos financeiros, recursos humanos, recursos físicos, equipamentos e instalações existentes. Por exemplo, a UEL tem hoje uma estrutura de sanidade avícola com diversos laboratórios, num valor estimado de R$800 mil, que deve estar à disposição de diversos usuários. Queremos juntar as estruturas que já existem, assim como buscar novos recursos para o que for necessário, mas antes, precisamos ter um cadastro completo de quem é quem e faz o quê, em termos avícola em todo o País. completa.
Na análise do professor, a avicultura é uma atividade de alto risco, com níveis de lucratividade perigosos, que precisa ser otimizada através de práticas, diagnósticos e instrumentos para dar velocidade à gestão, para fazer todo o setor ganhar, alcançando estabilidade e podendo expandir a atividade.
Toda a demanda de recursos humanos, científico e tecnológico voltados para os elos da cadeia produtiva avícola estão sendo delineados neste projeto. Serão formados times com líderes de cada instituição e de cada Estado, com grandes projetos e objetivos bem definidos, explica.
ReuniõesAs duas reuniões agendadas têm objetivos diferentess: a primeira, em Cascavel(30/5), receberá as propostas e demandas da clientela que devem ser apresentadas por escrito em transparência, contendo título, resumo, objetivos, equipe, titulação, especialidade de cada um, locais de realização e equipamentos disponíveis, entre outros. Após a apresentação, teremos a realização de um balcão de parcerias, para troca de informações, destaca Ivens.
Os projetos e linhas de desenvolvimento científico e tecnológico alinhavados em Cascavel serão encaminhados ao CNPqxUBA, através do Projeto Plataforma Avícola, durante a reunião em Londrina/UEL (13/6), onde deverá ser elaborada uma proposta do Governo do Estado para que os projetos e demandas apresentados fundamentem sua política de ciência e tecnologia avícola.
Somar recursosCom os novos projetos em mãos poderemos somar recursos federais, estaduais e da iniciativa privada, em busca da alavancagem tecnocientífica da avicultura brasileira e paranaense, destaca Ivens.
Segundo o professor, o Paraná tem praticamente todas as condições necessárias para deflagrar um processo de expansão e estabilização da avicultura. Temos localização geo-política, estrutura fundiária, elétrica, rodoviária, porto, aeroporto internacional, e o Estado precisa atrair novas empresas, comenta.
Programa nacionalO projeto de Plataforma avícola CNPqxUBA foi criado a partir do Programa Nacional de Sanidade Avícola (CONESA), aprovado em 95, quando foram criados também os Comitês Estaduais de Sanidade Avícola (COESAS).
O COESA é composto pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento, pelo Ministério da Agricultura, Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar), Associação Paranaense dos Avicultores (Apavi), Universidade Federal do Paraná e UEL. Segundo o professor Ivens, a articulação de todas essas instituições é importante. Mas sentimos que abrir espaços para a participação de produtores e indústrias é fundamental para atender os interesses de todos os elos. Se apenas um elo não for atendido nas suas necessidades, acaba-se rompendo a cadeia, comenta.


