Projetos têm verba de R$ 25 milhões
Curitiba - Desenvolvimento de tecnologias para produção de sementes de ostras nativas em laboratório ou mesmo de peixes juvenis de robalo peva, formas jovens de caranguejo uçá e de pós-larvas de camarão branco para repovoamento das baías, no Litoral, são alguns dos projetos financiados pelo Governo do Paraná. O Estado destinou R$ 25 milhões para desenvolver 23 projetos na área da pesca artesanal e aquicultura que contemplam todas regiões paranaenses.
No município de Guaratuba é produzido sementes de ostras fornecidas à 400 famílias de pescadores e incentivada a coleta de sementes de mexilhões no próprio ambiente de cultivo, evitando assim a extração predatória nos bancos naturais. Um trabalho apóia o lançamento de armadilhas antiarrasto e de recifes artificiais em zonas próximas à orla marítima, uma medida para proteger os peixes juvenis naturalmente produzidos.
Foram instalados quatro módulos de depuração de moluscos no Mercado de Peixes de Paranaguá. As depuradoras têm capacidade de purificar 500 dúzias de ostras em 24 horas. Outras duas unidades depuradoras serão instaladas em Guaraqueçaba, nas comunidades do Costão e Medeiros. Ainda no Litoral, um projeto realizou um Censo da Pesca Artesanal, em sete municípios da região e, em breve, será disponibilizado um banco de dados com as informações geradas.
Já no interior, o programa do Estado apóia a produção de peixes juvenis de diversas espécies endêmicas para uso em repovoamentos, como piapara, pacu, curimba, surubim do Iguaçu, jundiá e lambari. Segundo a Seti, a proposta é ''reforçar o estoque dos rios e represas repovoadas o que permitirá a subsistência das comunidades de pescadores''. A Universidade Estadual de Maringá está implantando um Banco de Sêmen de espécies nativas, que permitirá aos laboratórios a disseminação de sêmen de reprodutores selecionados.
Um frigorífico-escola e uma fábrica de ração serão utilizados por uma cooperativa de 180 piscicultores, de nove municípios da região Oeste, para desenvolver produtos processados (almôndegas, quibes, sopas e macarrão enriquecido com peixe) que serão servidos na merenda escolar da rede pública. O ''Programa de pesquisa e desenvolvimento da pesca e da aquicultura'', que termina em dezembro de 2008, também destina recursos para construir, reformar e ampliar 13 laboratórios de aquicultura das universidades participantes. (F.G.)





