O projeto Click Árvore foi iniciado em 2000 pela Fundação SOS Mata Atlântica, com o objetivo de disponibilizar aos produtores mudas para recuperação de áreas florestais e reflorestamento. Porém, a entidade logo percebeu que a iniciativa não teria êxito porque a maioria dos agricultores não tem experiência nem informação sobre como fazer o plantio e manutenção das plantas.
  A parceria então foi ampliada e os viveiros passaram a elaborar os projetos a partir dos levantamentos nas propriedades. Além de elaborar os projetos e fornecer as mudas, os profissionais prestam assistência na hora do plantio e no manejo das plantas.
  Segundo a bióloga Ludmila Plugiesi de Siqueira, coordenadora do Programas de Restauração da SOS Mata Atlântica, atualmente 30 viveiros participam do projeto Click Árvore. Além das 14 milhões de mudas implantadas, existem outras cinco milhões já contratadas para o plantio.
  O volume de mudas implantadas até agora é equivalente a mais de 10 hectares, ou 12 campos de futebol e seria suficiente para reflorestar 1.674 quilômetros das duas margens do Rio Paraíba do Sul, que corta os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
  Outro projeto da entidade quer ampliar a participação de empresas e comunidades na preservação e manutenção das áreas. O Florestas do Futuro (www.florestasdofuturo.org.br), criado em 2004, requer o envolvimento integral dos parceiros que vão fornecer as mudas, fazer a implantação e acompanhar o desenvolvimento e manutenção das plantas.
  O projeto conta com 90 parceiros, incluindo empresas que patrocinam as atividades, além de Organizações Não Governamentais, que mantêm viveiros comunitários. ‘‘Hoje temos viveiros comunitários em Campinas, Piracicaba e Itú, em São Paulo, e Ilhéus, na Bahia’’, afirma Ludmila. O Florestas do Futuro já viabilizou a implantação de dois milhões de mudas e a expectativa é chegar a três milhões em 2009.
  Além do ganho das árvores plantadas, Ludmila cita outro grande benefício dos projetos. ‘‘Está havendo uma mudança de comportamento das pessoas e empresas, que passam a se preocupar com o futuro do planeta’’, afirma. Segundo ela também há uma modificação no mercado. Viveiros que antes se dedicavam apenas ao comércio agora produzem plantas para a recuperação de matas e florestas. O produtor de mudas recebe do projeto, em média, R$ 0,50 por muda. (R.C.)

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