Os projetos de construção das usinas hidrelétricas Jataizinho e Cebolão ainda estão em fase de análise. Os estudos de viabilidade ambiental - EIA e Rima - realizados por um consórcio composto pelas empresas Intertechne, Leme, Engevix e Esteio, estão sendo analisados pelo Ibama, que é responsável por fornecer a Licença Prévia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) também está elaborando parecer sobre o assunto. Além disso, os EIAs e Rimas deverão ser aprovados pela Assembléia Legislativa do Paraná.
Somente após a obtenção da Licença Prévia é que as obras serão licitadas. A empresa vencedora da licitação terá que elaborar o Projeto Básico de Engenharia e um projeto ambiental, que devem seguir as orientações do EIA/Rima. ‘‘Esta etapa busca obter a Licença de Instalação, para poder dar início às obras propriamente ditas’’, diz o coordenador de Impactos Ambientais da Copel, Milton Ferreira.
Prevê-se que as duas usinas entrarão em operação três anos e seis meses depois da licitação. Segundo o geógrafo Sérgio Ricardo Sayão, os custos de construção das usinas Jataizinho e Cebolão estão previstos em R$250 milhões e R$220 milhões, respectivamente. As duas UH gerarão em média 95 megawatts cada uma. ‘‘Apesar da importância dessas usinas, que suprirão o déficit de energia no Estado, um aspecto que deve ser destacado é a área total de mata inundada pelos reservatórios - cerca de 260 ha. Isso proporcionará uma perda irreparável à fauna e à flora da região’’, diz.
Sérgio Sayão explica que a maior preocupação dos ambientalistas é o alagamento de parte da mata Doralice, uma das últimas áreas de vegetação nativa no Paraná e que abriga ‘‘espécies raras da fauna e flora brasileiras’’. Segundo o geógrafo, se a construção das usinas for aprovada, a lei determina que a empresa que vencer a licitação deverá destinar 0,5% dos custos das obras a projetos de preservação do meio ambiente. (J.S.)

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