Projeto visa rastreabilidade bovina
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Reportagem Local 
A Embrapa, em parceria com instituições de pesquisa da Europa, Canadá e países do Cone Sul, lançaram na última quinta-feira o projeto internacional OTAG de geo-rastreabilidade na produção agropecuária. O lançamento acontece na Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas (SP), e marca o início da primeira Reunião Técnica deste ano, que vai discutir questões relativas à implantação do projeto. O projeto OTAG (Protótipo Georreferenciado para Gerenciamento e Tomada de Decisão na Rastreabilidade de Produtos Agrícolas) é financiado pela União Européia e tem vigência de dois anos.
O projeto vai desenvolver um protótipo de rastreabilidade animal, prevendo o atendimento a exigências do mercado importador de carne bovina quanto à qualidade e segurança. A geo-rastreabilidade é a aplicação de geoinformação, através de tecnologia da informação e sensoriamento remoto, na rastreabilidade de cadeias produtivas, associando atributos espaciais com as informações sobre o produto - sua origem e as etapas de sua transformação, desde as condições em que foi gerado, passando pelo transporte, processamento, até sua distribuição para o mercado consumidor. O pesquisador Mateus Batistella, da Embrapa Monitoramento por Satélite, explica que através da geo-rastreabilidade será possível estabelecer indicadores ambientais e agronômicos em escalas variadas sobre a produção.
Além da Embrapa Monitoramento por Satélite, que coordena o projeto no âmbito da Embrapa, participam as unidades Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande (MS), e Embrapa Informática Agropecuária, de Campinas (SP). O projeto é desenvolvido a partir da parceria entre o centro francês de pesquisa aplicada na área de engenharia, agricultura e meio ambiente - Cemagref, a Universidade de Laval, do Canadá, Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, e o Programa Cooperativo para Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário do Cone Sul (Procisur), que inclui instituições de pesquisa Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.


