Projeto viabiliza pecuária para pequenos
A Emater tenta expandir a produção de novilho superprecoce no Paraná através do Programa de Curta Duração, lançado há cinco anos. O programa adotou o modelo de produção desenvolvido por um de seus extensionistas, o zootecnista João Carlos Barbi, em Tapejara, na região de Umuarama. Barbi adaptou técnicas de confinamento para pequenos produtores e sugeriu mutirões e condomínios entre propriedades vizinhas para reduzir custos e investimentos.
Os pecuaristas que adotaram o modelo estavam prestes a abandonar a pecuária porque não conseguiam mais pagar nem as despesas básicas das propriedades. Hoje fazem o ciclo completo de produção, dobraram o plantel na mesma área e continuam aumentando o número de animais na medida em que vão reformando as pastagens. A renda operacional líquida desses produtores hoje gira em torno de R$ 390 por hectare/ano.
Nosso objetivo era, além de viabilizar a pecuária de corte nas pequenas propriedades, torná-la tão rentável quanto às outras duas principais culturas exploradas em Tapejara, a mandioca e a cana-de-açucar, disse o zootecnista. Os produtores de mandioca têm uma renda operacional líquida de R$ 370 e os de cana, R$ 220. Aproximadamente 200 pecuaristas do Noroeste já aderiram à pecuária de curta duração. A região concentra o maior rebanho do Estado, cerca de 1,5 milhão de cabeças.





