Os projetos de capacitação da Embrapa tiveram início na década de 1980 quando foram criados pacotes tecnológicos para o cultivo da soja e do trigo. Antes, o repasse das informações era feito pelas empresas de insumos que atendiam as demandas do mercado.
O processo de transferência de tecnologia intensificou-se na década seguinte,
quando a Embrapa desenvolveu, em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná
(Iapar), Emater, cooperativas e empresas privadas, a metodologia denominada
Sistema de Treino e Visita (T&V). Entre os métodos tradicionais de troca de informações estão reuniões, palestras, visitas, excursões, cursos e unidades demonstrativas.
O pesquisador Lineu Alberto Domit, da Embrapa Soja, explica que o sistema funciona, basicamente, pelo treinamento de especialistas da assistência técnica e extensão rural. Estes treinam grupos de técnicos de campo que, por sua vez, repassam as tecnologias para grupos organizados de produtores. ''É mais fácil repassar os conhecimentos para a assistência técnica, que conhece melhor a realidade econômica do produtor e pode validar a tecnologia em nível regional e local'', aponta o pesquisador.
Segundo ele, as reuniões do comitê técnico acontecem em módulos, de duas a três vezes ao ano, e cada módulo pode durar até dois dias. O conteúdo dos módulos envolve a discussão de projetos pilotos e a estimativa e análise do impacto destes projetos no campo. Os benefícios econômicos, sociais e ambientais são observados após a colheita da safra, quando a maioria dos agricultores atendidos obtém maior rentabilidade, seja pelo aumento da produtividade e/ou pela redução do custo de produção. (M.G.)

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