As dificuldades passadas pelos produtores de uva de Marialva nas últimas safras acendeu a luz vermelha das autoridades do município. Com o objetivo de ajudar a reestruturar o setor produtivo na região, a Prefeitura de Marialva, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), criaram o Projeto Nova Uva. Executado pela Anpef, o projeto visa adotar ações que melhorem tanto a produção, quanto a comercialização.
Silvia Capelari, engenheira agrônoma do Emater, entidade parceira do programa, explica que várias técnicas estão sendo desenvolvidas e testadas para melhorar a competitividade das uvas de Marialva. Uma dessas técnicas testadas é a cobertura plástica do parreiral, que proporciona condições adequadas de temperatura e umidade para tornar os frutos uniformes e mais adocicados.
Outra técnica que tem sido estudada pelo Projeto Nova Uva é o controle biológico de um determinado ácaro que prejudica a maturação dos frutos. "Quando o ácaro ataca, há uma demora no amadurecimento", explica. O controle biológico dessa praga acontece com a inserção de um outro tipo de ácaro não nocivo ao parreiral, que se alimenta da praga. "Porém, ainda temos dificuldades em reproduzir em laboratório o ácaro predador", observa a agrônoma.
A terceira linha de ação do projeto é treinar os produtores para elevar a qualidade dos frutos com o uso de um manejo adequado. "Deixar um parreiral com uma carga muito elevada prejudica, por exemplo, a qualidade do frutos. Ensinamos ao produtor quantos cachos eles devem deixar por metro quadrado, o método adequado de adubação e outros diversos tipos de treinamentos", destaca.
Além do Projeto Nova Uva, Silva acrescenta que até o ano que vem Marialva terá à disposição do produtor o registro de Indicação Geográfica (IG). De acordo com o Ministério da Agricultura, o registro é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem. No caso de Marialva, a uva. O produtor que seguir todas as recomendações técnicas de produção poderá ter acesso ao selo de indicação geográfica. "Queremos valorizar o bom produto e alavancar a situação de Marialva", destaca a agrônoma. O selo pode agregar valor a uva comercializada. (R.M.)

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