O Projeto Mel de Ortigueira, iniciativa que tem entre seus parceiros a Prefeitura Municipal e o Sebrae, pretende identificar o mel produzido no município. ''Isso vai permitir que os apicultores conheçam de maneira técnica o mel que produzem'', destaca Ana Mozuski Kutz, presidente da Associação dos Produtores de Mel de Ortigueira (Apomel).
O processo de identificação físico-química, sensorial e microbiológica do mel produzido em Ortigueira - parceria entre Sebrae, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) - tem por objetivo identificar se o mel é do município ou não, por meio da caracterização dos atributos desse material. ''A ideia é agregar mais valor ao nosso produto'', frisa Ana.
''O projeto pretende conhecer realmente como é esse mel de Ortigueira. É bom? Mas é bom como?'', observa Fabrício Pires Bianchi, consultor do Sebrae que trabalha diretamente com os produtores da Apomel. Ele explica que como são variadas as flores, árvores e plantas de onde as abelhas colhem o mel, esse produto tem sabores e substâncias diferenciados. ''Queremos saber o quanto de mineral, por exemplo, tem em determinado mel, produzido a partir de determinada árvore, para saber o que isso pode proporcionar ao ser consumido'', exemplifica Bianchi, afirmando que a identificação realmente pode agregar valor ao produtor final.
Ana ainda acrescenta que dependendo da planta em que a abelha buscou o pólen, o mel pode ser mais claro ou mais escuro, entre outras características. ''O mel da árvore assapeixe fica mais clarinho, preferido pelo europeu'', explica a apicultora. A partir das ações do Projeto Mel de Ortigueira, segundo Ana, a Apomel pretende exportar o produto diretamente, sem passar por entrepostos, e ainda aumentar a produção local. Em 2008, segundo ela, os produtores associados produziram 300 toneladas de mel, em 2009 caiu para 200 toneladas, por questões técnicas e climáticas. ''Em 2010 queremos, pelo menos, voltar para as 300 toneladas'', pontua Ana, que acredita nesse crescimento por conta da profissionalização do apicultor local. (E.Z.)

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