O projeto Londrina Verde-PDA, realizado pela Ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE), continua seu trabalho de reflorestamento e recomposição de matas ciliares e reserva legal com os produtores dos oito distritos de Londrina. Na próxima semana, nos dias 19 e 27 de julho, será a vez dos agricultores de Lerroville receberem as primeiras visitas do grupo, que explicará como funciona o projeto. A meta do Londrina Verde é atingir 300 propriedades até julho de 2012, principalmente aquelas ligadas à pequena produção familiar. Mais de 100 propriedades já foram visitadas na Warta, São Luís e Guaravera. O projeto tem duração de 18 meses e conta com um orçamento de R$ 314 mil financiados por um banco alemão.
Os agricultores que aderem ao projeto recebem visitas de biólogos, pesquisadores e técnicos, que produzem mapas georreferenciados da propriedade, analisam a saúde ambiental da terra e da produção, elaboram o plano de manejo da propriedade, onde estão descritas as medidas de recuperação ambiental de matas ciliares e reserva legal. Eles têm total assessoria jurídica para produzir os documentos necessários a cartórios e órgãos ambientais para aprovação da regularização ambiental. ''Começamos o trabalho em março e nossa ideia é ficar entre 25 e 30 dias em cada distrito, sendo que vamos passar duas vezes em cada um deles'', explica Daniel Delatin, cientista social da Ong MAE.
De acordo com Delatin, neste primeiro momento o objetivo é realizar um levantamento de dados para que as propriedades sejam regularizadas, e aguardar a definição do Congresso Nacional sobre o novo Código Florestal. ''Queremos deixar os documentos do pessoal prontos, para que quando sair a nova lei, executarmos os trabalhos de averbação. Tendo os dados dos agricultores prontos, ficará mais fácil de manusear depois, independentemente do que for definido pelo governo''.
No início do projeto, nas atividades da Warta, o trabalho foi um pouco mais difícil. Agora a adesão dos agricultores aumentou, já que o Londrina Verde está conhecido entre os distritos. O cientista social explica que o grande temor dos produtores é que os bancos não liberem os financiamentos em caso de irregularidades nas propriedades. ''Alguns reclamam do custo, da burocracia ou simplesmente não concordam com o Código. Já outros são completamente a favor. Acreditamos que na segunda volta que dermos nos distritos a adesão será ainda maior'', salienta Daniel.
Serviço
As reuniões em Lerrovile estão marcadas para a próxima terça-feira, dia 19, às 19h, no Salão Paroquial, onde serão atendidos os agricultores de Barro Preto e Saúde, do distrito de Guaravera. Já no dia 26 de julho, a reunião acontece no Barracão da Capela dos Italianos, também às 19h, para os agricultores mais distantes do Patrimônio.

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