Projeto envolve toda sociedade
O projeto de qualidade do ambiente produtivo rural desenvolvido na microbacia hidrográfica do Rio do Campo é coordenado pela Emater, mas envolve toda a sociedade mourãoense, desde instituições de ensino até revendedoras de insumos e órgãos governamentais como as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Agricultura, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), prefeitura municipal e Sanepar.
O monitoramento de pragas nas lavouras, por exemplo, foi realizado semanalmente por estagiários do Colégio Agrícola de Campo Mourão, segundo o agrônomo Roberto Carlos Guimarães, da Emater. De acordo com ele, o trabalho abrangeu uma área de 4,5 mil hectares no período de novembro a março de 1993 a 2003. O principal mérito foi uma redução significativa no número de aplicações de inseticidas, avalia o agrônomo.
Segundo ele, a reposição da mata ciliar começou com a conscientização do produtor para a recuperação de áreas degradadas e a redução dos riscos de assoreamento e poluição dos rios. ''As árvores plantadas são de espécies nativas e o repasse das mudas é efetuado pela prefeitura municipal e pelo IAP diretamente ao produtor, que se encarrega do plantio'', completa.
O projeto contempla ainda um programa de educação ambiental que visa a melhoria dos mananciais. O público-alvo são as comunidades de Alto Alegre e Piquirivaí, em especial os filhos de produtores.
''Os produtores contam também com uma unidade de multiplicação de Trissolcus basalis, a vespinha, que controla o percevejo nas lavouras de soja'', ressalta Guimarães. Segundo ele, essa unidade foi instalada na microbacia em 1994 para fazer a multiplicação em massa da vespinha. Por quatro anos, as atividades foram acompanhadas pela Embrapa Soja.
A Sanepar também participa de ações na microbacia com recursos provenientes do Fundo Rotativo do Meio Ambiente (Progarama Fundo Azul), criado com o objetivo de financiar projetos de recuperação de mananciais.
''Em 1998 o projeto da microbacia obteve o primeiro lugar no Prêmio Paraná Ambiental, na categoria proteção dos recursos hídricos, oferecido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), IAP e Sema'', recorda Guimarães. (M.G.)





