Projeto eleva produção leiteira no arenito
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sábado, 06 de dezembro de 2003
Reportagem Local 
Criadores de gado leiteiro da região do arenito caiuá, no Noroeste do Estado, estão comemorando o aumento na produtividade com redução de custos. Os dados estão sendo mostrados através de dias de campo que a Emater vem realizando na região e expressam resultados de trabalhos iniciados em 1998, em 11 municípios.
Segundo o médico veterinário Paulo Tadatoshi Hiroki, implementador do Projeto Vitória, a idéia inicial visava ''mudar o cenário produtivo'' da região - considerada improdutiva para a pecuária de leite. Para isso, houve investimentos na capacitação dos criadores, tendo por base a sanidade, reprodução e alimentação do rebanho, além da gestão da propriedade.
A média da produção leiteira dos 91 produtores dos municípios que integram o programa, saltou de 180 litros/dia para 240 litros/dia - informa a Emater. O custo de produção que era superior a R$ 0,30 está em R$ 0,28. O veterinário ressalta a importância da prática de uma assistência técnica diferenciada realizada por nove extensionistas, em conjunto com docentes e alunos estagiários das universidades estaduais de Londrina e Maringá (UEL e UEM). ''Foram feitas análises da propriedade, estabelecendo marco zero e elaborando planos de trabalho em conjunto com os produtores de leite'', informa.
O retorno, conforme lembra Satoshi Osmar Nonaka, da Emater de Guaraci, começou um ano após a implantação do projeto. O município, que tem 130 produtores de leite com 9.500 cabeças de gado misto, com produtividade média de 6 litros por vaca, inscreveu 12 produtores.
Eles foram distribuídos de forma estratégica, para que suas propriedades ficassem como unidades demonstrativas de difusão de tecnologia e referência comunitária. Atualmente, esses produtores criam, em média, 50 animais por propriedade com a produção de 14 a 15 litro/animal/dia. ''A produção leiteira está se tornando um negócio de satisfação e lucratividade'', comemora.
Nicanor de Jesus, 61 anos, dono de um sítio de 60 alqueires em Guaraci, entrou no projeto em 2000, porque ''tinha bastante abortos e pouca alimentação''. O rebanho hoje é de 120 cabeças, sendo 45 em lactação, 25 secas e o restante são novilhas e bezerras. Os animais são criados em 15 piquetes distribuídos em 27 alqueires.
O produtor tem ainda seis alqueires de silagem de milho, dois alqueires de grama croast cross, um alqueire de cana e liberou 24 alqueires para o cultivo de soja da safra de verão. Na ordenha mecânica diária o produtor tira cerca de 750 litros de leite, coletados por um laticínio da região ao preço de R$ 0,42 que cobrem o custo total de R$ 0,39/l.
Mauro Antônio Borges, de Ribeirão do Pinhal, veio para conhecer as ações do Projeto Vitória e ficou impressionado com o que viu. ''A gente tem que sair da propriedade e viajar para aprender, ver as novidades, a maneira como os outros tratam a criação'', opina.


