O primeiro galpão alugado pelo empresário Gustavo Rocha no bairro Santa Felicidade, em Maringá, era de madeira, cercado por mato e estradas de terra. Vinte anos depois, a paisagem reflete um bairro urbanizado, mas ainda carente. Os cerca de 70 funcionários da empresa são moradores da comunidade.
  Os casulos, antes produzidos pelo empresário, hoje são terceirizados e comprados principalmente da Cocamar. ‘‘Priorizamos os casulos rejeitados pelas grandes indústrias, mas também compramos casulos de qualidade’’, assinala Rocha. As tintas, explica, são desenvolvidas a partir de plantas da flora local, como erva-mate, folha de manga, semente de eucalipto e até cebola. ‘‘Aprendi essa técnica de tingimento com frades franciscanos que colonizaram a Ilha de Tenerife, na Europa’’, conta. As peças ainda são tecidas com detalhes especiais como pulseirinhas artesanais, taboa e filetos de madeira, que dão caráter único ao tecido pronto.
  Pioneiro na América do Sul, o projeto O Casulo Feliz é a realização do sonho do garoto de 13 anos que confeccionava peças artesanais por hobby. ‘‘Além de defender um ideal preciso ter a mentalidade de empresário, para garantir o sucesso do projeto e o pagamento dos funcionários.’’ (M.G.)

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