Proibidas práticas não ecológicas
A engenheira agrônoma Ernestina Izumi Muraoka, da Emater, informou que o Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural (IBD), a Fundação Mokiti Okada e a Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo constituem os principais órgãos de certificicação de orgânicos no Brasil.
O critério mínimo para emitir o selo é baseado nas Normas Técnicas de Produção do Ministério da Agricultura e inclui proibição de agrotóxicos, adubos químicos industrializados e práticas não ecológicas.
Manter o sistema em equilíbrio é o princípio básico da agricultura orgânica. Utilizando recursos naturais, os produtores preservam as características originais do solo e do meio-ambiente, favorecendo o desenvolvimento saudável das plantas sem recorrer a produtos sintéticos. A intenção é voltar à qualidade do solo de 25 anos atrás, explicou
Os bons resultados são obtidos graças a rotação de cultivos, reciclagem de resíduos e materiais orgânicos, uso de adubos verdes e rochas minerais, manejo das ervas invasoras e controle biológico de insetos e pragas, entre outras práticas.
Exemplificando os caminhos possíveis para evitar os agroquímicos, o agricultor Jasson Fernandes de Oliveira, da Associação dos Produtores Orgânicos da Região de Londrina (Apol), ensina que o feijão guandu, quando plantado em consórcio com a espécie principal, fornece fósforo à terra. O capim napier oferece potássio e serve para alimentar os animais, que devolvem os nutrientes na forma de esterco.
Além de tudo, a agricultura orgânica é mais barata e os alimentos produzidos são mais ricos em nutrientes, argumentou. As pragas são controladas pelos predadores naturais. Se não causam dano à lavoura, não precisam ser exterminadas, acrescentou. (C.A.)





