No Brasil, ao longo de décadas, plantou-se muito café, porém, com pouca qualidade. Felizmente essa situação começou a mudar nos últimos anos, com a qualidade passando a ser um importante instrumento da agregação de valor.
A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) contribuiu para o avanço desse processo ao criar, em 1989, o Programa do Selo de Pureza, o qual ainda permanece ativo sendo reconhecido mundialmente. Em 2004, a associação deu início a uma segunda iniciativa, que foi a criação e o lançamento do novo Programa de Qualidade do Café (PQC), permitindo ao consumidor identificar a qualidade do café, o tipo de grão utilizado por cada marca e com isso escolher o sabor que mais lhe agrada.
No Paraná, esse trabalho de melhoramento incentivado pelo concurso Café Qualidade Paraná, promovido pela Câmara Setorial do Café, envolvendo todos os segmentos da cadeia produtiva.
A melhora da qualidade, segundo a Abic, foi fundamental para elevar o consumo interno que passou de 8.2 milhões de sacas em 1990 para 16 milhões de sacas neste ano, uma alta de 95% em pouco mais de 15 anos.
Outro avanço que começa a acontecer é a adoção do programa de rastreabilidade dos grãos produzidos no Brasil. A Abic e o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer) assinaram um protocolo para adotar a rastreabilidade do grão desde o plantio até o produto final para o consumidor.
Pesquisas identificam mudança no perfil do consumidor. O café tradicional ainda domina integralmente o mercado. Mas os cafés superiores e especiais, como o gourmet, têm tido um importante aumento de demanda.

mockup