A importância das abelhas no meio ambiente é mais do que conhecida, afinal, sem elas a polinização não acontece e o homem estaria perdido. Informação de peso que mostra a importância dos produtores que trabalham na produção de mel e outros produtos derivados, como a cera, a geleia real, a própolis, o pólen e apitoxina (veneno da abelha). Na próxima semana, 22 de maio, é comemorado o Dia do Apicultor e o programa MultiAgro visitou um apiário no distrito de Paiquerê para trazer todos os detalhes sobre a essa atividade tão importante para o Estado.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção nacional de mel em 2016 foi de 39,5 mil toneladas, 4,7% maior que as 38,8 mil toneladas do ano anterior. O volume parananense fechou em praticamente 6 mil toneladas, colocando o Estado em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 6,2 mil toneladas.

De acordo com o MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o Brasil exportou 44,4 toneladas de cera de abelhas em 2016, gerando receita cambial de U$ 6,4 milhões, sendo os principais exportadores Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Santa Catarina. A última exportação de cera de abelhas realizada pelo Paraná, foi em 2014. Os dados foram compilados pelo Deral/Seab (Departamento de Economia Rural – Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento).

Antônio Carlos Stutz tem uma propriedade de 7,5 alqueires em Paiquerê e se dedica a apicultura há 20 anos. Tudo começou como um hobby – com a ideia de consumir mel de qualidade junto à família – e gradativamente a produção aumentou. Há cinco anos, ele deixou o emprego formal na cidade e hoje conta com 200 colmeias em cinco propriedades diferentes, o que gera uma produção de 5 a 6 toneladas por ano. "Pessoas me incentivaram e chegou um ponto que tive de profissionalizar. Hoje, além do mel, trabalho com extrato de própolis, cera e pólen."

O Apiário 3 Pinheiros produz o mel Gota de Flor, que após a ExpoLondrina começou a ser comercializado em supermercados de Londrina. De acordo com Stutz, hoje ele tem mais segurança porque sabe que sua colheita tem destino certo. Antes de ter todos os registros para a comercialização direta, ele precisava vender sua produção para outros apiários. "De três anos para cá, com o Brasil exportando mais, o preço melhorou muito para o apicultor. Para o consumidor, o mel chega hoje a R$ 28 o quilo. No mercado, fecho a comercialização a R$ 19,50 o quilo."

Para o apicultor, a maior dificuldade na atividade não está relacionada ao manejo, mas à falta de apoio governamental. "Também está complicado encontrar pessoas para trabalhar. O governo federal não dá nenhum suporte e nossa legislação para a apicultura é da década de 1940. Já no município temos algum apoio, gerando uma facilidade para comercializar e conseguir os registros."

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