Programa facilita processo de certificação de propriedades orgânicas
Produzir alimentos orgânicos não é uma tarefa fácil. Além de uma série de exigências agronômicas que o agricultor precisa cumprir, o processo de certificação e registro desses produtos é um dos desafios que mais tomam tempo e dinheiro de quem se arrisca no setor. A certificação é obrigatória para que o agricultor possa comercializar um produto como orgânico.
No entanto, conseguir assistência técnica e recursos para entrar nesta seara travava o crescimento da produção brasileira. A boa notícia é que essa dificuldade tem sido diluída aos poucos, com organização e incentivos. A presidente Dilma Rousseff lançou em agosto de 2013 o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que tem por objetivo articular e implementar ações indutoras da transição agroecológica e fomento à produção de orgânicos.
O Planapo visa integrar todos os programas de governo, como o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), entre outros, para fomentar e agilizar a produção orgânica e agroecológica do Brasil. A intenção é agilizar principalmente o processo de certificação dos produtos. O plano, que foi estabelecido em um primeiro momento para vigorar de 2013 a 2015, tem por objetivo disponibilizar R$ 8,8 bilhões consolidados em 125 iniciativas. No próximo ano, o foco é aumentar a abrangência da assistência técnica em todo o Brasil.
Cássio Genshi Okamura, produtor de frutas e soja orgânica na região de Assaí (Norte), começou a produzir orgânicos em 1997, mas só conseguiu a certificação em 2000. Um dos motivos da demora é porque o produtor trocou a produção agrícola convencional pela orgânica.
Ele conta que foram dois anos de cultivos sem adição de defensivos para desintoxicação da lavoura e mais um ano para comercialização no mercado interno, ficando proibido de exportar a produção como orgânico.
Por ano, ele desembolsa entre R$ 500 e R$ 700 p
Leia mais sobre o tema na reportagem de Ricardo Maia na Folha Rural deste sábado.





