Programa destina R$ 2 bi para modernização da rede elétrica rural

Copel vai construir 25 mil quilômetros de redes trifásicas; inicialmente serão beneficiadas as regiões Oeste e Sudoeste

Reportagem local
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Eletrificação rural: Paraná terá o maior programa do Brasil
Eletrificação rural: Paraná terá o maior programa do Brasil | Acervo Copel/Divulgação
 

 

A Copel vai iniciar o Paraná Trifásico, o maior programa de eletrificação rural do Brasil, que prevê 6 anos de investimentos na rede elétrica rural de todo o Paraná. Serão 25 mil quilômetros de redes trifásicas e investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. As informações são da Agência Estadual de Notícias. 

O início das ações foram confirmadas pelo presidente da Copel, Daniel Slaviero, e o superintendente de Projetos Especiais, Júlio Omori, na última semana, durante o Show Rural, em Cascavel, em reuniões com empresários e produtores do Oeste e Sudoeste paranaense.



“O Paraná Trifásico é o maior programa de eletrificação rural desde a década de 80 e vai revolucionar a qualidade da energia no campo”, explicou Slavieiro.

Somente neste primeiro ano do programa, no Oeste e Sudoeste, a Copel vai construir 890 quilômetros de linhas trifaseadas na área rural, num investimento de R$ 75 milhões, com foco principal em cadeias produtivas mais sensíveis: produtores de leite, aves, suínos, peixes, fumo e poços artesianos.

Para o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, o Paraná Trifásico é a resposta aos produtores do Oeste e do Sudoeste por uma energia de qualidade no campo. “É um programa de médio prazo que vai trazer os investimentos que precisam ser feitos no campo”, afirmou.

 O superintendente de Projetos Especiais da Copel, Julio Omori, explicou como o programa vai funcionar. Na prática, a espinha dorsal da rede de distribuição será “trifaseada”, substituindo a tecnologia monofásica hoje existente no campo.

Os novos cabos serão todos protegidos, com nível de resistência reforçado quando atingidos por galhos de árvores ou outros objetos.

As novas redes de distribuição também conferem redundância ao fornecimento de energia, pois, com o trifaseamento, haverá interligação entre elas. Dessa forma, se acabar a energia em uma ponta, a outra assume e, em caso de desligamentos, o restabelecimento da energia será mais rápido.



As redes trifásicas também vão permitir que tecnologias avançadas sejam instaladas e integradas ao restante das redes da Copel. Um exemplo é a automação que a Copel vem implantando em todo o Estado, como os religadores automáticos.

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