De olho no futuro, os produtores de leite, mesmo com a instabilidade econômica, não devem perder a perspetiva de investimentos para conseguir um leite de melhor qualidade e, consequentemente, preço mais compensador. Produtor que não se atualizar e investir, corre risco de ficar para trás. Proposta da iniciativa privada para o Programa Nacional de Qualidade do Leite, a pedido do Ministério da Agricultura, deverá ser entregue ao Governo em março. Grupos de produtores e lideranças já elaboraram um cronograma de atitudes a serem tomadas por todo o setor produtivo.
Até 2002, por exemplo, segundo proposta a ser levada ao Ministério da Agricultura, deverá estar valendo a primeira fase do projeto de qualidade do setor. Com isso haverá exigência de análises como contagem padrão em placas, células somáticas, resíduos de drogas, além da temperatura do leite a no máximo 7 graus centígrados, duas horas após a ordenha e, para a indústria, no recebimento, temperatura de no máximo de 10 graus centígrados.
No Paraná, preocupados em orientar melhor os produtores, técnicos da extensão oficial, da Emater, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, estão incentivando a formação de associação de produtores, para reduzir o comércio de leite cru e, consequentemente, melhorar a qualidade do leite que será entregue à indústria. Também as indústrias e o varejo terão seu papel no processo.
Exames de tuberculose e brucelose para os animais são uma das exigências para o programa de qualidade. Os animais doentes devem ser eliminados do rebanho. Não é permitido o envio do leite às usinas de animais positivos às provas de brucelose e tuberculoes ou outras doenças infecto-contagiosas ao homem através do leite; ou ainda, doenças que alterem a composição físico-química do leite, além de outras exigências.(C.B.)

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