Programa da carne pode ser grande trunfo dos criadores
Num país, onde a previsão é de um aumento de 10% na produção de carne para a próxima década, de acordo com Carlos Viacava, a preocupação não deve ser só a de atender as exigências do mercado internacional, mas garantir qualidade e segurança alimentar para o consumidor, seja no Brasil ou fora dele.
O Programa de Qualidade do Nelore Natural, da ACNB, garante o zootecnista da entidade e coordenador do PQNN, Eduardo Pedroso, é uma iniciativa para mostrar ao mercado, seja ele interno ou externo, de que os criadores têm aplicado tecnologia no progesso genético da pecuária brasileira, sem ocupar mais espaço físico, com produtividade, padrão e possibilidades na constância de oferta de um produto de qualidade para o mercado.
Segundo ele, o PQNN já abateu esse ano 80 mil cabeças em todo o País, com previsão de fechar o ano com abate de 200 mil animais e um milhão até o final de 2005. A carne com a marca Nelore Natural está sendo comercializada em alguns pontos de São Paulo desde 2001 e também é vendida no Rio de Janeiro. O objetivo dos criadores é ampliar a oferta do produto para outros Estados.
Acordos para adesão ao programa e aumento no volume de oferta de animais para abate já estão assinados no Mato Grosso, com a Associação de Criadores de Nelore e Secretaria de Agricultura; no Mato Grosso do Sul, com a Associação Sul-Matogrossense dos Criadores de Nelore e Associação dos Criadores de Camapuã e com o núcleo de criadores de novilho precoce de Minas Gerais, formalizado durante o Simpósio Nelore 2002.
A criação de uma marca para a carne do nelore, vendida em cortes, significou para os pecuaristas de Rondônia, ligados PNQN, um acréscimo de R$ 0,50 a mais pela arroba dos animais classificados. No Mato Grosso a premiação tem sido a redução de 5% do ICMS. Na venda de animais analisados no programa há também hoje ganhos médios na ordem de 30% nos leilões realizados em todo o País por criadores da raça.





