Edson Luiz Duarte Dias, presidente da Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (Ovinopar), sediada em Guarapuava, está cético em relação ao programa de fomento da ovinocultura paranaense porque, em sua opinião, ele ficou muito regionalizado. "Sinto que ele é feito de forma estranha, mas funciona onde foi implantado", completa.
Para ele, o investimento deveria ser global, ou seja, chegar a todos os produtores do Paraná, já que a ovinocultura está em plena expansão no Estado. "Mesmo com essa evolução, ainda estamos com deficit de produção." Dias completa que há meses o Brasil vem comprando carne do Uruguai para suprir a falta de oferta no mercado interno. "Temos muito o que crescer, mas ainda precisamos trabalhar na organização do setor", destaca.
Dias desabafa que o abate clandestino ajudou um pouco a manter a cadeia produtiva viva no Paraná. "Ninguém é a favor da atividade ilegal, mas sem ela não teríamos atividade." O especialista protesta que o governo deveria dar mais apoio à produção de ovinos. Por enquanto, completa ele, os esforços são apenas individuais. (R.M.)

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