A profissionalização do agricultor é o diferencial mais lembrado quando se fala em elevar a geração de renda e o lucro na propriedade rural. Com a estabilização nos preços da maioria dos produtos agrícolas, é no gerenciamento dos custos na propriedade que o agricultor mais tecnificado vai conseguir lucro com a atividade. Para o pequeno agricultor familiar, marginalizado, que ainda luta para manter o básico, que é moradia e alimentação, a carência de conhecimento ainda é muito grande.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), vinculado à Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), desde 1993 vem criando cursos para atender as necessidades de conhecimento dos agricultores. Segundo o superintendente administrativo Ronei Volpi, no Estado, o Senar possui 183 títulos de cursos à disposição do produtor. Mesmo acreditando que as demandas estejam atendidas, ele garante que, ''sempre que houver uma necessidade o Senar avalia e monta um novo curso'', garante.
Os cursos do Senar-PR são gratuitos e atendem desde o pequeno até o grande agricultor. Recentemente firmou um convênio com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), para estender os cursos aos agricultores familiares e trabalhadores das propriedades. Também são beneficiados pelos treinamentos as esposas e filhos dos produtores e funcionários rurais.
Volpi explica que o Senar integra sistema ''S'', ou seja, os serviços de formação e promoção social do País, como os já conhecidos Senai, Senac, Sesi e Sesc, que existem há várias décadas. A criação do serviço para a agricultura foi determinado pela Constituição de 1988. ''Era uma atividade em plena expansão mas que também carecia de profissionalização'', justifica.
Até agora, Volpi estima que entre 100 mil a 120 mil pessoas já foram treinadas pelo Senar. ''Nosso objetivo é de formar 600 mil pessoas. Atuamos para que num futuro próximo todos as pessoas ligadas diretamente ao campo tenham recebido ao menos um treinamento básico'', garante. O investimento anual do Senar é de R$ 15 milhões.
Os recursos que custeiam a realização dos cursos, segundo Volpi são repassados pelos produtores através de uma contribuição compulsoria de 0,2% cobrada sob a comercialização dos produtos agrícolas. Essa taxa está embutida nos 2,3% da contribuição previdenciária rural que é recolhida pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e repassada para o Senar.
O Senar possui 300 instrutores com formação superior e altamente capacitados que prestam serviços à entidade. A realização dos cursos conta ainda com o apoio dos sindicatos rurais dos municípios do Estado, que cuidam de ítens como a organização da turmas e dos locais para a realização dos encontros.

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