Grandes profissionais dentro da porteira, os agricultores familiares ainda enfrentam dificuldades na hora de agregar valor aos produtos do campo. Sem noções de mercado, os produtores esbarram na comercialização. ''Por isso a Feira dos Sabores é tão importante para nós'', afirma o produtor Gilson Luiz Ribeiro, de Londrina.
Ele é um dos cerca de 3 mil agricultores familiares paranaenses que participam do Programa Fábrica do Agricultor, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) em parceria com a Emater e com a Companhia do Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar).
O programa recebe recursos do Paraná 12 Meses e da Agência de Fomento para auxiliar os produtores na transformação e venda dos produtos de origem rural no mercado urbano.
O coordenador estadual do programa, Abdel Naser, explica que num primeiro momento, a secretaria legaliza as agroindústrias para que elas passem a agregar valor aos produtos para comercializá-los de forma mais tranquila.
Hoje, Naser calcula a existência de 1,6 mil agroindústrias legalizadas em todo o Estado 300 só na região de Londrina. No início do programa, em outubro de 1999, o número de agroindústrias no Paraná era de 1,3 mil. Segundo o coordenador, a taxa de crescimento anual do programa gira em torno de 20%.
A capacitação vai desde conhecimentos básicos sobre processamento, deterioração e conservação de alimentos até uma abordagem industrial e econômica do processo de transformação da matéria-prima agrícola, segundo o chefe do Núcleo Regional da Agricultura, Gil Renato Abelin. Já o marketing oferece a identificação visual dos empreendimentos apoiados pelo programa. Os produtores aprendem a legislação de produção e embalagem dos alimentos, que levam código de barras e logomarca da Fábrica do Agricultor.

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