Mais consciente em relação à preservação dos recursos naturais, o agricultor do século 21 tem aumentado as suas ações ambientais, observa Silvio Krinski, engenheiro agrônomo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O especialista em meio ambiente da entidade lembra que as ações ambientais no Estado têm ocorrido antes mesmo da aplicação do novo Código Florestal, decretado há mais de dois anos.
"O novo Código Florestal só criou parâmetros técnicos", salienta o especialista. Ele atribui a melhoria da relação entre o agronegócio e o meio ambiente a técnicas mais sustentáveis de cultivo como plantio direto, alto índice de recolhimento de embalagens de defensivos agrícolas, reaproveitamento de resíduos para a produção de energia, recuperação de nascentes e matas ciliares, mecanismo de crédito de carbono, entre outras ações.
Krinski destaca que muitos produtores brasileiros olham o meio ambiente como um aliado. "A água, por exemplo, é um elemento fundamental para qualquer sistema de produção. Além disso, garante o especialista em meio ambiente da Ocepar, o consumidor está mais exigente em relação às questões ambientais, ou seja, têm preferido comprar de fornecedores que respeitam os recursos naturais. "O meio ambiente entrou no mercado", observa o agrônomo.
"Se o agricultor não produzir de forma amigável, não haverá quem compre o seu produto", destaca Krinski. Ele destaca que o programa Plante o Seu Futuro, criado pelo governo do Estado com o objetivo de aumentar as boas práticas de produção, tem ajudado a levar sustentabilidade para o campo, apesar de ainda existir muitas não conformidades, como o uso excessivo de defensivos. A campanha, completa ele, não trata somente da conservação de florestas, mas também de solos, plantio em nível, adoção do sistema de plantio direto, entre outros.

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