O caso do produtor André Luiz Trassi de Jaguapitã não é isolado. Avicultores de diversas localidades do Estado enfrentam o mesmo problema. Osvaldo Bueno, produtor no município de Apucarana (Norte), conta que há quatro meses ficou duas horas sem energia. Por causa dessa interrupção, ele chegou a perder parte dos frangos.
Ele lembra que a companhia distribuidora de energia do Paraná avisa quando vai desligar a rede para efetuar algum tipo de manutenção, "mas não abrem exceção para os aviários, desligam mesmo", lamenta Bueno. O avicultor revela que não tem condições financeiras para adquirir um gerador e cita que o ciclo final do lote é o período em que a interrupção de energia causa um maior índice de mortalidade no aviário. "Só um gerador ajudaria a resolver o meu problema", desabafa Bueno.
O avicultor também pede a mudança do sistema monofásico para o trifásico, "o que traria menos riscos de quedas de energia na propriedade".

Produção
De acordo com dados de 2014 do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná possui mais de 19 mil aviários em produção, que são responsáveis pelo abate de mais de 5 milhões de cabeças por dia. O Estado é considerado o maior produtor nacional de carne de frango.
Em exportação, só no ano passado saíram do Paraná 1,3 milhão de toneladas de frango, o que gerou uma receita de US$ 2,36 bilhões. Atualmente, 36 frigoríficos paranaenses são aptos a exportarem, com 30,68% das agroindústrias localizadas na região Oeste do Estado. (R.M.)

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