Para reduzir os custos de produção, os produtores da região Noroeste têm terceirizado algumas etapas da cadeia produtiva, principalmente em relação à renovação e colheita. De acordo com Paulo Boso, presidente da Associação dos Fornecedores e Plantadores de Cana do Paranapanema (Canapar), essa foi uma das saídas para os agricultores se manterem na atividade. "Os produtores profissionalizam-se em apenas uma área do setor produtivo. Isso reduz os gastos e eleva a margem de lucro", completa o dirigente.
Boso avalia que o segmento tem recebido grande apoio das usinas, principalmente no fornecimento de máquinas e equipamentos na colheita e também na compra de insumos. Com essa parceria, completa o presidente, o agricultor só fica responsável por cuidar exclusivamente da lavoura. "Muitas usinas ajudam até mesmo no transporte da produção durante a safra", salienta o representante da Canapar.
Segundo ele, o plantador e o fornecedor de cana estão sofrendo muito com a crise e estão muito preocupados com o futuro do setor. Ao todo, a Canapar possui em torno de 500 associados localizados nos estados de São Paulo e Paraná. "Para se ter uma ideia, hoje o valor pago ao produtor pela tonelada de cana está em R$ 55, o que é muito ruim. Até o final do ano, esse preço deverá cair para R$ 50 a tonelada", lamenta Boso.
No início da safra 2013/14, o presidente da Canapar espera novamente baixos preços devido ao elevado volume de matéria-prima disponível no mercado, o que beneficia, segundo ele, somente as usinas. "Os produtores é que estão amargando os prejuízos." Boso completa que a cana-de-açúcar é a cultura mais antiga do País, por isso devia ser dado a ela o seu devido valor. (R.M.)

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