Produtores têm projeções otimistas
O Norte do Estado foi uma das regiões que mais sofreu com o calor intenso que atrapalhou o desenvolvimento vegetativo da soja. Entre casos de perdas drásticas chegando a 100% em algumas localidades outros produtores, porém, enfrentaram prejuízos menores e avaliam o ano safra como regular ou bom. Agora, na região, todos os olhos estão voltados para o milho safrinha, com o intuito de recuperar parte do dinheiro investido.
O produtor Matias José Knoor, de Rolândia, plantou aproximadamente 500 hectares de soja. A sua expectativa era que a produtividade girasse em torno de 62 sacas por hectare mas, devido ao forte calor entre os meses de janeiro e fevereiro, fechou em 55 sacas por hectare, uma quebra 12%. "O maior problema foi a primeira quinzena de janeiro, período crítico para o preenchimento dos grãos. De qualquer forma, avalio que a safra foi boa, apesar de já ter notado que os custos para 2014/15 aumentaram substancialmente", analisa Knoor.
Se a colheita foi razoável, a preocupação do sojicultor ainda não terminou. A atenção fica neste momento em cima dos preços para o segundo semestre. "Temos que ficar de olho dentro e também fora da porteira. A movimentação nos Estados Unidos é importante para ver como vamos nos portar em relação às vendas daqui para frente."
Knoor vislumbra agora uma produção substancial de milho safrinha. Ele plantou nos mesmos 500 hectares e espera uma produtividade de 90 sacas por hectare. "Queria chegar a 95 sacas por hectare, mas no início do plantio tive problemas com percevejo, o que diminuiu um pouco as expectativas. No ano passado, sofremos uma quebra devido à geada e fechamos em 74 sacas por hectare e a soja acabou sendo melhor negócio. Este ano, os preços do milho estão melhores e os contratos no mercado futuro razoáveis. Resta-nos esperar um clima estável e a movimentação no mercado internacional."
Milton Casaroli é produtor no Distrito de São Luís, na zoana sul de Londrina. Ele plantou 250 hectares de soja e teve uma produção que variou de 41,3 sacas por hectare até 55,3 sacas por hectare, dependendo da área e da data de plantio. As áreas que plantou no final de outubro acabaram mais prejudicadas. "A minha perda variou de 15% a 20%, mas pelo menos os preços estão em patamares que podemos trabalhar sossegado."
Para a safra 2014/15, Casaroli investiu nas sementes da tecnologia Intacta RR2. Se na safra concluída ele havia plantado 10% da variedade, a ideia agora é dar espaço em 60% da sua lavoura. "Apesar da seca percebi que ela foi muito bem e acabei gostando da tecnologia. Em relação ao milho, vou plantar apenas 43 hectares para fazer rotação de cultura." (V.L.)





